quarta-feira, 4 de maio de 2011

Homenagem à esta mulher capixaba: Pelo direito de liberar a tensão e também de ter prazer!!!!

Mulher ganha o direito de se masturbar no trabalho

Ana Catarina Bezerra Silvares, 36 anos, divorciada, mãe de 3 filhos, analista contábil, possui uma doença que a difere das demais mulheres de seu ambiente de trabalho. Ela possui compulsão orgástica que é fruto de uma alteração química em seu córtex cerebral. Esta alteração a leva a uma constante busca por orgasmos que aliviem sua ansiedade.



Ana Catarina revela que ‘já teve dia de eu me masturbar 47 vezes. Foi neste momento que procurei ajuda. Comecei a suspeitar que isso poderia não ser normal”. Atualmente ela toma um coquetel de ansiolíticos que consegue frear a ansiedade, levando-a a se masturbar apenas 18 vezes por dia.
O Dr. Carlos Howert Jr., especialista em Neurologia Sexual acompanha a paciente há três anos.Segundo seu relato, ela é a única brasileira diagnosticada com esta disfunção. Para ele “provavelmente devem haver muitas outras mulheres sofrendo do mesmo mal, mas a dificuldade de assumir leva a muitas a se acabarem na ‘siririca’”.
No dia 08/04/11 Ana Catarina venceu uma batalha jurídica que perdurava dois anos. Finalmente o Ministério do Trabalho a concedeu o direito de intervalos de 15 minutos a cada duas horas trabalhadas para que possa realizar sua busca por prazer. Também está autorizada pelo Dr. Antonino Jurenski Garcia, Juíz do trabalho de Vila Velha, Espírito Santo, a utilizar o computador da empresa para acessar imagens eróticas que alimentem seu desejo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?


e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?


Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?


E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?


Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?


Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!


Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Dedicado ao último José de minha vida... Se ele lesse, se ele entendesse , se ele usasse, talvez de alguma coisa valesse...

Texto: "José", de Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Valei-me Nossa Senhora,
Santana do Nazaré,
A vaca boa dá leite
A brava dá se quizé!

domingo, 3 de abril de 2011

A Morte Devagar

Essa semana morreu um amigo de 29 anos...acidente de carro... precisava ler algo a respeito...tai embaixo...lentamente como estou me sentindo...(Trinity)

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.

Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar. (Martha Medeiros)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Porreta sô...

Casada com filho pequeno trabalha fora e vai ao cinema na segunda com o marido....
ôoo exemplo de muié porreta sô...!! essa é pra vc amiga!!
(Trinity assina)

quarta-feira, 30 de março de 2011

A masturbação feminina e as "mulheres católicas".

Créditos ao blog: http://andreagraagra.blogspot.com/2010/05/uma-conversa-com-as-mulheres-catolicas.html

A masturbação feminina e as "mulheres católicas"


Falaremos em breves palavras sobre um tema ainda polêmico: a “masturbação feminina”. O faremos segundo pesquisas bibliográficas e entrevistas realizadas em cinco cidades nordestinas, com um total de 100 mulheres, incluindo-se as católicas carismáticas.

Primeiramente é bom que se diga: em quase todos os tempos de nossa história ocidental, a cultura criou um ambiente de intensa e doentia vigilância sobre a mulher. Um olhar destemido que se estenderia também ao seu “prazer solitário”, ou seja, a masturbação.


Não esqueçamos que a medicina e a igreja, aliadas aos “bons” costumes burgueses, fizeram por muito tempo uma marcação cerrada e impiedosa para se evitar o que consideravam um "vício abominável", o "supra sumo dos vícios".

Até textos bíblicos foram usados para solidificar essas posturas e “cuidados”. Um exemplo típico é a Carta aos Coríntios de Paulo: «os fracos (isto é, aqueles que ejaculam voluntariamente, sejam rapazes ou moças, sejam casados ou não casados) não possuirão o reino dos céus» (1Cor 6-10) (Jean Delumeau).

Tudo isso para embasar um pensamento moral no qual o gozo feminino não seria tolerado sem a presença masculina.


Nesse sentido, a hostilidade dos médicos do século XIX se voltaram para o clitóris – «simples instrumento de prazer e desnecessário à procriação». E médicos, padres e pais fariam uma verdadeira cruzada contra a masturbação (também conhecida como onanismo).

O exagero era tanto que alguns médicos viriam até na prática da equitação e no uso da máquina de costura (essa última denunciada pela Academia de Medicina em 1866), uma possibilidade da mulher encontrar o prazer no movimento das pernas (Corbin).

Próprio Philippe Pinel, médico francês considerado por muitos o pai da psiquiatria, defendia que as mulheres ficariam loucas irrecuperáveis mediante o exercício inapropriado da sexualidade, devassidão, propensão à masturbação e homossexualidade.


Por isso, até o início do século XX, acredita-ve que a masturbação seria causadora de doenças mentais (a histeria é um exemplo). Uma tese defendida por vários médicos, a despeito das descobertas de Freud (Mary del Priore).

Na realidade, a partir de Freud e da psicanálise começa-se a se justificar e amenizar a culpabilização dos desejos e das fantasias que provocaram por tanto tempo aflição nas mulheres e que eram estímulos à masturbação. O desejo, dito na linguagem clerical como demoníaco, passaria a ser tratado como um algo natural.


E no século XX, toda uma cultura começaria a ser arquitetada em cima dos conceitos de sexologia e orgasmoterapia. E ao contrário do passado, a masturbação feminina passa a ser prescrita científica e naturalmente como parte de um sistema de melhoria de vida das mulheres, ou seja, com fins terapêuticos. E sem mais nenhuma conotação de indecência ou de incentivo a perversão (Vicent).

A sexologia na realidade fez funcionar um sistema em que se defenderia abertamente a erotização e a legitimidade do prazer. Duas variáveis da sexualidade humana fundamentais, mas em contraposição flagrante à moral sexual pregada pela doutrina católica.


Notem que ainda hoje, para o Catecismo vigente da Igreja Católica, "o prazer sexual é considerado moralmente desordenado, quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e união" (Catecismo).


Considerando que a definição do termo masturbação oferecido pelo documento vaticanício o situaria no contexto da «excitação voluntária dos órgãos genitais» com o fim exclusivo de conseguir um prazer venéreo, «o ato seria intrínseca e gravemente desordenado». Sem meias palavras, persistiria a condenação religiosa para esse tipo de prazer na contramão de toda uma ciência e dos costumes.

E isso de certa forma apareceu nas entrevistas, realizada em 2008, com mulheres de João Pessoa (PB), C. Grande (PB), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA).


Interessante observar que não tivemos dificuldades em abordar o tema nas entrevistas. Poderíamos até imaginar com isso um traço de abertura das mulheres (de quebra de tabu).

Mas falemos dos resultados:

Pois bem. Sobre as respostas e comentários a respeito do tema masturbação, podemos afirmar que esse foi um divisor de águas bem nítido entre as mulheres mais afastadas do catolicismo e as mulheres carismáticas.

Ora, por mais que se fale em avanço da sexologia e da busca do prazer, a pesquisa demonstrou que muitas mulheres ainda associam a masturbação a algo errado ou desnecessário; um tabu ou até um pecado.


Em suma, reina ainda esse tabu cultural, pelo menos nos grupos de mulheres mais próximas do catolicismo. E entre as carismáticas, 89,29 % das entrevistadas consideram a masturbação um ato que visa exageradamente a sexualidade, por isso, um perigoso estímulo ao prazer sensual, que termina por se distanciar do "projeto de Deus".

Bem diferente é a percepção das mulheres mais afastadas do catolicismo. Para elas (mais de 82% das entrevistadas), o tema é visto dentro de uma perspectiva de naturalidade e de autoconhecimento (do corpo sexuado).


Essas mulheres pensam a masturbação como um ato comum inerente à natureza feminina e uma prática necessária ao desenvolvimento da sexualidade e autoconhecimento para as mulheres em geral.


Todavia, elas próprias às vezes apresentam sinais de culpa e desconforto em lidar ou assumir a prática; muitas inclusive, não obstante acharem normal, dizem não praticar isoladamente.

No fundo, os resultados mostraram que a masturbação é ainda um tabu cultural para muitas mulheres, especialmente, às ligadas aos movimentos carismáticos.

Jean Delumeau, O pecado e o medo: a culpabilização no Ocidente. Vincent, Gérard. História da vida privada. Alain Corbin; História da vida privada: a relação íntima ou os prazeres de troca. André Agra. Moral sexual: a mulher pós-moderna no Confessionário. Catecismo da Igreja Católica; Georges Vigarello, História do Corpo


Postado por ANDRÉ AGRA G. LIRA às 15:52

quarta-feira, 23 de março de 2011

Foi o saquê??

Ressaca pós-relacionamento


Estou só. Sinto um vazio dentro de mim. Ele foi embora e enviuvou minhas
entranhas. Sangrou minhas veias. Tampou o ar da garganta. O comodismo não é
companhia, eu sei, mas a solidão é pior. Quero o mal-estar de volta. Quero o embrulho no estômago. Quero deitar acompanhado no fim do dia. Quero o contágio.
Quero falar de boca cheia. Ele chegou fazendo alarde. Inundou meu corpo com
pronunciamentos. Tomou conta de mim e se instalou como uma epidemia. Me disseram
que com o tempo ele poderia transbordar. Atingir proporções que iriam além da
minha baixa estatura.


Por isso eu sabia que, desde sempre, a sua morte era
anunciada. Mas agora que estou só, comigo mesmo, me sinto nu. Sou o senhor das
minhas ânsias e cadê elas? Quem vai sanar a saudade da erupção? Quem vai
provocar os espamos que avisam que um corpo está vivo? Preciso digerir, é o que
dizem os médicos. Eles tiraram o parasita que morava dentro de mim. Disseram que
ele poderia ter vindo de carona em um salmão. E esses pensamentos que saíram
junto? Estavam onde? No saquê?

HOJE EU SOU A TRINITY....!!!